Proposta Pedagógica

Princípios Educativos

         Atualmente, o Instituto Dom Nery atua no segmento da educação infantil, baseado nos princípios permanentes da legislação vigente, assegurando a defesa dos direitos da criança.  Assim sendo, fundamenta-se:

  • ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8069/1990

Cap.IV  “é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente (…) atendimento educacional em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade”,

Art. 53 parágrafo único “é direito dos pais ou responsáveis Ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas”,

Segundo o ECA, entende-se que as crianças de 0 a 12 anos incompletos e adolescentes de 12 a 18 anos são sujeitos de direitos e deveres, seres em desenvolvimento.  O Estatuto é um conjunto de normas a serem utilizadas por todos os que pretendem trabalhar os bons hábitos, bons usos e bons costumes voltados á sobrevivência, à vida saudável, à dignidade, à solidariedade social da população infanto-juvenil. O ECA se fundamenta, basicamente, em três princípios fundamentais: o Princípio da Cidadania, o Princípio do Bem Comum e o Princípio da Condição Peculiar de Desenvolvimento.

  • Constituição Federal – 1988 artigo 227

Define o dever da família, da sociedade e do Estado de assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação ao lazer, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência com a família e com a  comunidade, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

  • LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9497/1996:

            Seção III Art. 29 “A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança, até 6 anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação familiar e da sociedade”,

            Documento que defende o direito da criança a ser educada/cuidada em equipamento público.

  • LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social (1993)

               Cap.III …Respeito à dignidade do cidadão, a sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como a convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade “,

Reconhece a assistência social como política pública e direito do cidadão.  O

documento prevê, como um de seus objetivos, a realização de projetos integrados para o atendimento básico e para a proteção da família.

Realiza-se de forma integrada com outras políticas públicas, visando o enfrentamento da pobreza e a garantia das condições mínimas sociais.

  • RESOLUÇÃO 06/2001 CMDCA

Garante o atendimento ao grupo familiar com a criação de programas de atenção à família que contemplem de forma conjugada: a) ações compensatórias (benefícios  em espécies) e b) ações emancipatórias de desenvolvimento do grupo familiar, fortalecimento da autonomia, inclusão social e melhoria da qualidade de vida.

  • RCNEI Referencial Nacional para Educação Infantil 19

Conjunto articulado de princípios, critérios e procedimentos que subsidiam a estrutura e funcionamento do sistema educacional, apoiando a proposta pedagógica, auxiliando na formação de educadoras e monitoras. Formação Social e Formação Pessoal.

  • CRITÉRIOS PARA UM ATENDIMENTO EM CRECHES QUE RESPEITE OS DIREITOS DA CRIANÇA – MEC/1997

Apresenta critérios relativos à organização e ao funcionamento interno da creche que dizem respeito, principalmente, às práticas concretas adotadas no trabalho direto com a criança. O documento explicita, também, critérios relativos à definição de diretrizes e normas políticas e programas de financiamento.  Garantem direitos como, por exemplo, a brincadeira, a atenção individualizada, ambiente seguro, aconchegante e estimulante, contato com a natureza, higiene e saúde, alimentação saudável, expressão de sentimentos, curiosidade e desenvolvimento da imaginação, movimentação em espaços amplos, proteção, amizade e afeto, atenção especial na fase de adaptação à creche e desenvolvimento da identidade cultural.

O Projeto Sócio Pedagógico tem por finalidade, promover o desenvolvimento integral das crianças nos aspectos intelectual, afetivo, moral social e físico.

Baseando-se na fundamentação do PROEPRE – Programa de Educação Infantil e Ensino Fundamental, apoiado na Psicologia Genética de Jean Piaget, que considera os estágios de desenvolvimento e a construção do conhecimento e, ainda, na teoria sócio interacionista de Lev Vygotsky, sendo fundamental para o pleno desenvolvimento da formação pessoal e social.

Neste contexto, a proposta pedagógica inclui a Pedagogia de Projetos como metodologia de ensino em sala de aula. Uma metodologia que vê a criança como um ser capaz, competente, com um imenso potencial e desejo de crescer. Alguém que interessa, que pensa, que duvida, que provoca soluções, que tenta outra vez, que quer compreender o mundo a sua volta e dele participar, que é aberto ao novo e ao diferente.

A Pedagogia de Projetos surgiu da necessidade de desenvolver uma metodologia de trabalho pedagógico valorizando a participação do educando e do educador no processo de ensino – aprendizagem, tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho.

            “Os Projetos de Trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.” (HERNANDEZ, 1998).

A proposta pedagógica que se apresenta, fundamenta-se nas mais expressivas teorias educacionais que concebem a educação como um poderoso fator de transformação pessoal e social, na medida em que, levando em consideração o contexto histórico e social em que se situa, propõe-se a formar pessoas autônomas, livres, criativas e críticas. Por outro lado, apoiando-se nos princípios da psicologia do desenvolvimento, reconhece a real importância das fases iniciais da vida do ser humano, visto que a formação da personalidade é fruto de um longo processo de construção, que nesse período tem seu início e alicerce.

Esta proposta privilegia a criança como um ser em desenvolvimento contínuo e progressivo, protagonista de seu conhecimento, interagindo com o meio ambiente, priorizando as habilidades individuais sem, contudo, desconsiderar seus conhecimentos prévios e as diversidades. O conteúdo é instrumento para desenvolver tais habilidades. A criança participa ativamente do aprendizado através da exploração do meio ambiente, experimentação, elaboração de hipóteses e descobertas de maneira lúdica e prazerosa. O educador assume o papel de facilitador e mediador na construção do conhecimento, tendo como objetivo a construção de um adulto pleno, humano, criativo, crítico, autônomo, sujeito de sua história.

A construção do conhecimento ocorrerá através do desenvolvimento do potencial da criança, de forma a estruturar um autoconceito positivo de si próprio.

Entendemos como conhecimento a capacidade da criança em perceber a si mesma (autoconhecimento) e a perceber e a compreender o mundo que a cerca (realidade externa). O potencial da criança deve ser desenvolvido de forma integral, compreendendo as áreas do desenvolvimento humano, quais sejam:

  • motricidade :ampla, fina e coordenação viso-motora
  • percepção sensorial: tátil, gustativa, olfativa e auditiva.
  • esquema corporal
  • estruturação têmporo-espacial
  • pensamento – criatividade
  • linguagem;
  • sociabilidade – afetividade
  • conceitos lógico-matemáticos.

A criança é construtora do seu conhecimento, assim como da sua história de vida, capaz de se autoconstruir, de fazer escolhas, de conduzir sua vida de forma responsável e feliz. Nesse sentido, criamos na instituição um ambiente físico e social que desde cedo encoraja a autonomia, onde a criança aprende, cria e desenvolve o seu pensamento e linguagem num clima de entusiasmo.

O educador é um provocador e facilitador que intermedeia, oportunamente, na construção do conhecimento, encorajando a criança a fazer suas próprias perguntas

e a respondê-las com sua própria iniciativa e capacidade de invenção, assumindo assim, um papel como mediador do conhecimento.

As atividades são planejadas de acordo com o interesse da fase de desenvolvimento que a criança se encontra, respeitando a individualidade e as limitações de cada uma.

São previstos 02 ou 03 passeios com todas as crianças durante o ano, sendo eles: Cinema, Parque do Taquaral e passeio com a ‘ONG Sonhar Acordado’. Esses passeios tem como objetivo proporcionar às crianças: lazer, cultura, entretenimento, interação e socialização, cidadania e convívio com o meio ambiente.

A proposta pedagógica cria condições físicas e humanas que garantem à criança o ‘brincar de fato e de direito’, pois acreditamos que esse é o caminho pelo qual ela aprende e se relaciona com o mundo. Brincar é a especificidade da criança e é, também, seu meio de comunicação.

Para nós, a educação infantil se dá nas dimensões do cuidar e educar, processos indissociáveis e intencionais de uma mesma ação, em todos os aspectos da prática educativa.

A família está inserida no processo educativo desde o ato da matrícula, passando pelo período de adaptação, participando de reuniões, festas, palestras, nos acolhimentos e momentos de escuta, cursos e encaminhamentos diversos, em busca de uma melhor qualidade de vida. A Unidade Educacional, família e comunidade se complementam nas ações socioeducativas.